quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Mergulhador como profissão, aventureiro por vocação.



Fonte: arquivo particular de Pierre Passot 2015
Pierre Jean Passot

Pierre Jean Passot tem muitas histórias para contar e algumas paixões na vida. Não me refiro a paixão do amor afetivo que em troca de um carinho se espera outro ou então o amor incondicional entre pais e filhos, mas aquela “que bate sem aviso”. Porém não é diferente dos outros dois, pois Pierre Passot, se assim ele me permitir simplificar o seu nome, o seu amor pelo mergulho e por sua coleção de “escafandros” tem muito carinho e dedicação.

Pierre Passot, nascido no interior da França, Macon, como a maioria dos franceses tem uma ligação magnética pelo mar, e, não fugindo da regra, rumou até a costa do mar Mediterrâneo iniciando um casamento que até hoje está em “Lua de Mel”. Fato raro nos dias atuais.

Após a sua formação como mergulhador na França,  Pierre Passot realizou feitos históricos,  como o de garantir a “segurança submersa” de um dos mais notáveis mergulhadores em apneia de todos os tempos,  o lendário Jacques Mayol que foi imortalizado na direção de Luc Besson e através das lentes de Christian Petron no filme “Deep Blue”.

Porém,  os seus maiores feitos não são estes. Tem outras realizações inusitadas, loucas e inesperadas para alguns “mortais conformados” que esperam a vida passar, porém,  com o Pierre Passot é diferente. Por exemplo: Ele ficou submerso por 236h (descriçao do feito neste blog)  em uma piscina no Salão Náutico de Paris em 1983, recorde ainda não ultrapassado; Foi o último instrutor na França em mergulho com os modelos de escafandros antigos e daí nasceu a segunda paixão: os escafandros, dos quais mantém uma das maiores coleções particulares  de escafandro na Europa, a qual já esteve no Brasil e infelizmente não despertou o interesse das autoridades, universidades, aquários ou museus brasileiros. Vai entender! O outro feito de maior relevância foi aos seus 30 anos, quando nadou 700 km, da Suíça à Marseille, França (*2o.) pelo Rio Rhône e sem sair da água. Sobre o terceiro amor falarei mais adiante.

O tempo passou, mas Pierre Passot se manteve fiel as suas paixões e aos 70 anos preserva todas, tanto que irá Revisitar, repetir, uma das suas aventuras,  aquela no Rio Rhône, percorrendo a nado, com o objetivo de mostrar a todos o que mudou neste trajeto e em seu entorno ao longo destes 40 anos passados e fazer uma referencia especial ao dia Mundial da água.

Realmente este será um dos feitos incríveis, mas o mais notório está no terceiro Amor. Pierre Passot levou mais de 30 mil crianças a conhecerem a experiência de mergulhar em sua piscina móvel, através de toda Europa por mais de 30 anos. Como de amor não se deve separar, o Pierre quer repetir este mesmo feito por terras ou melhor, em águas tupiniquins. Através da Associação Planeta d’O, da qual é o presidente e fundador no Brasil,  em uma cooperação técnica com a Prefeitura de Curitiba e ira desenvolver um projeto nas escolas públicas municipais a partir de 2017.

Sem dúvida que os desafios não são fáceis e como já ditos o Pierre Jean Passot não sabe o que significa esta palavra, pois para quem mergulha centenas de metros, fica dias submersos em um aquário e nada 700 km sem sair da água, ensinar pessoas se torna rotina prazerosa, além de gerar novas perspectivas social para muitos jovens. Por causa deste terceiro amor esta realização se torna uma das missões mais agradáveis em sua vida, ainda mais com o Brasil tendo quase 7.500 km de costa para o Atlântico além dos rios e lagos.

Bienvenue, Pierre Passot!

Rodolfo Silot Produtor e Diretor Dramaturgo





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