sexta-feira, 7 de março de 2014

COMEX: Projeto mergulho cientifico - Nereide I




Projeto Nereide I: Viver e trabalhar embaixo d’àgua,  base para os trabalhadores do mar.

Nomes apresentados em ordem alfabética : 
1 - AVON  Michel;  
2 - AUDAT, Jean Guy Marcel;
3 -  DABADIE, Pierre;
4 -  GARDETTE, Bernard; 
5 - MARTIN -  CHAVE, François ;
6 -  PASSOT, Pierre ; 
7 - POULLAN, Rene ; 
8- SEZE, Gerard.


Traduzido do artigo  original  de Michel Philippe BARET  do jornal PROVENCE de Marseille (sd) 


A COMEX Foi à primeira empresa mundial de engenharia e tecnologia de intervenções humanas ou robotizadas submarinas . Esta  empresa foi  criada em Marseille no ano de  1962 por Henrique German Delauze.  No centro experimental hyperbàrico  os cientistas  abriram novos horizontes de pesquisas durante muitos anos, com a colaboração de seus profissionais mergulhadores, médicos, psicólogos entre outros.

 A primeira experiência com mergulhadores em profundidade para avaliar o tempo de permanência e o tempo de subida para superfície   ocorreu neste mesmo ano da criação da COMEX, porém foi através do trabalho do oceanógrafo Jacques Yves Cousteau. Neste projeto de JYC, dois inconvenientes permaneceram, foram  dois eixos vencidos, a “narcose” conhecida como embriaguez de profundidade e a parada obrigatória para descompressão.
Foto retirada do site Comex 2014 
O projeto da COMEX de cunho cientifico denominado  Nereide I obteve o  sucesso  desejado. Este projeto teve como objetivo estudar o comportamento de homens  em situação experimental a profundidades  que variaram de  15 e 75 metros, durante 8 dias utilizando sempre o ar .

Pierre Passot participou de numerosos experimentos e programas de pesquisas científicos em mergulho profundo entre eles o projeto Nereide I na COMEX.

O sucesso desta experiência original foi, sobretudo constatado nos testes de neurofisiologia e psicotécnicos elaborados pela equipe do Dr. Xavier Fructus  encarregado da missão de examinar os mergulhadores na saída e na chegada desta magnífica experiência. Sendo considerado, na época, um enorme avanço resolvendo estes dois eixos até então insolúveis, comprometendo a vida de muitos mergulhadores, trabalhadores das profundezas do mar.

Nas palavras do Dr. Fructus «normalmente um mergulhador não pode ficar a sessenta metros de profundidade mais que vinte minutos. Porque ele deve , quando subir, efetuar longas paradas. Podemos dizer hoje que a partir de um habitat submarino, o mergulhador poderá trabalhar mais de uma hora no mesmo nível e subir mais rapidamente para sua base. «Estamos com os horizontes abertos.»

Os oito mergulhadores participantes deste projeto ficaram oito dias em caixas hyperbaricas a um nível de saturação de quinze metros. Estes homens fizeram varias inversões de níveis, 42, 60 e 75 metros. A narcose desapareceu e as durações das paradas ficaram cinco vezes menores.



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